Incandescências

Ah!! Tem um incêndio acontecendo em mim.
Do nada fico sem ar.
Vou voar....pensamento, corpo...
Vôo solo, enquanto a pele queima
A temperatura sobe bastante aqui
E, ao mesmo tempo umideço.
Basta tirar os olhos do que faço
E pronto. Lá vai meu pensamento
Revisitar o passado,
Revisitar teu corpo,
Me desesperar em brasa.
Em brasa...Lembra?
Basta um toque seu, de carinho despretensioso
Pra minha pele se afoguear, se arrepiar...
Basta uma respiração próxima, pra eu me desmanchar no teu abraço
Basta olhar pra tua boca, pra desejá-la em mim...
E nessa viagem sem espaço-tempo, chego a sentir teu toque,
Sinto a pressão dos teus dedos na minha pele,
Fortes, ávidos, competentes...
É...você sabe exatamente o que fazer em mim.
Lembro que achei graça da tua urgência no começo
Hoje, a urgência está aqui,
No corpo que imediatamente acorda, quando dou de sonhar acordada
Com a proximidade de você.
Qualquer hora, vou alcançar o Nirvana,
De tanto que me esforço pra controlar essa sede.
Até o sono, quando me acorda, já me traz a ausência do teu corpo
O encaixe perfeito, de corpos dispostos,
Que descansam na batida do coração do outro,
Que encontram aconchego na pele do outro,
Equilíbrio no peso... segurança...
E que, ao menor sinal de vontade, de maldade gostosa,
Já se aconchegam mais, se entrelaçam mais,
Se encaixam até se misturarem
É esse fogo disposto que anda me tirando a concentração,
Me queimando a pele
Me inundando os sentidos e o sexo.
É quando, entre carinhos e safadezas
Nos encontramos em taras, em carinho, em êxtase.
Minha boca está sedenta do teu corpo
Não vê a hora de te beber num gole só.
Cada centímetro meu
Está pronto pra receber o seu...
Nossa!! Passeia em mim com esse toque pesado e felino
Me sente o gosto até o gozo
Traz pra mim, a fome do teu corpo
Se sacia aqui...Nesse mar incandescente
Que o meu desejo indecente
Insiste em lembrar.
Me beija a boca com o meu gosto na tua língua
Enquanto me invade, mete e remete toda vontade
Toda saudade
Me invade inteiro,
Com doçura ou desespero,
Me possuí como dono que tinha perdido a caça...
Faminto, inebriado,
Me devora, me morde e beija,
A boca, a pele, o seio, o sexo.
Me invade agora...
Enquanto eu me desfaço
E refaço em você
Remete, me enche de gozo
Me dá teu prazer.
Vamos encher esse quarto com cheiro de luxúria e sexo
Esbanjar risos satisfeitos
Me xinga, me ama, me chama
Vem entrar no meu mundo
Seguro e intenso
Vem, meu desejado guerreiro
Se sacia, me sacia
E descansa aqui...
No meu colo, no meu peito.
Grudado, perfeito,
Saciado e orgulhoso.
Dorme meu homem menino,
No corpo da mulher que te inebria.
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